quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ministro diz que violência no RJ compromete ações de saúde pública e combate à dengue


Segundo Temporão, ninguém quer ir trabalhar em regiões onde a violência assusta a população. 
Outro fenômeno influenciado pela violência e destacado por Temporão é o aumento da obesidade infantojuvenil. Para ele, a violência crônica nos centros urbanos expulsou as crianças das ruas, deixando-as em casa.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou  que a série de ataques violentos no Rio de Janeiro dificulta ações de saúde pública, inclusive no combate à dengue. A cidade integra um grupo de municípios onde há risco de epidemia da doença.
“Um estudo que fizemos sobre a presença do mosquito mostra que, nessas cidades, há uma situação de alerta e o trabalho deve ser redobrado, com visita de agentes, informação, mobilização, limpeza”, disse. “Como levar saúde pública, médicos, enfermeiros, medidas de prevenção a comunidades violentas”, indagou.
Segundo Temporão, o Ministério da Saúde encontra problemas para levar médicos não apenas à Amazônia, mas também a cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. “Nenhum médico quer trabalhar lá por causa da violência”, afirmou.
Nesta época, de acordo com o ministro, o aumento das temperaturas e a chegada das chuvas fazem com que o ciclo de vida para a formação do mosquito, que geralmente demora 30 dias, caia para 12 dias.
Outro fenômeno influenciado pela violência e destacado por Temporão é o aumento da obesidade infantojuvenil. Segundo ele, a violência crônica nos centros urbanos expulsou as crianças das ruas, deixando-as confinadas em casa.
“É um problema estrutural na sociedade brasileira. O trabalho das UPPs [unidades de Pronto-Atendimento] no Rio é fantástico, mas vai precisar de continuidade e de determinação. Tenho certeza que o governador Sérgio Cabral tem essa determinação, porque o caminho não tem volta. O que está acontecendo no Rio hoje é uma reação da bandidagem que tem que ser respondida à altura”, concluiu.
Reportagem de 2011 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Oficinas debatem Saúde de Mulher Trabalhadora





Olgamir Amancia, secretária de Estado da Mulher do GDF (ao microfone); Vera Gorron, da executiva nacional da CGTB; e Jorge Venancio, coordenador da Comissão Intersetorial da Saúde do Trabalhador (CIST)

Na última quarta-feira (02), na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), a Secretária de Estado da Mulher do GDF, Olgamir Amancia participou da primeira das três oficinas previstas a serem realizadas no Brasil, cujo foco é a saúde da mulher trabalhadora.

Realizadas pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), coordenada por Vera Gorron em parceria com Ministério da Saúde, na pessoa de Jorge Venacio, as oficinas tem por objetivo 
 de colher dados efetivos da realidade em que vivem, com a finalidade de projetar políticas públicas para as mulheres com os dados concisos extraídos durante as oficinas.




A primeira oficina realizada no DF abordou a realidade das trabalhadoras rurais e agricultores familiares. Contou com a participação de mulheres de várias cidades como São Sebastião, Sobradinho, Planaltina, Brazlândia, Taguatinga, Gama, Ceilândia e Padre Bernardo.

Em sua fala, Olgamir Amancia afirmou ser conhecedora das dificuldades enfrentadas pelas moradoras rurais, da distancia do equipamento de saúde até a moradia, mas garante ser um dos desafios do governo do DF promover meios para sanar esse problema que aflige milhares de moradores rurais.

Olgamir Amancia adiantou uma das ações conquistada em parceria entre a Secretaria de Estado da Mulher e a Secretaria de Saúde, que será lançada dia 08 de março (Dia Internacional da Mulher), um equipamento móvel visando detectar futuros problemas na mama e a prevenção de colo de útero.

As próximas oficinas serão em São Paulo, abordando o tema “trabalhadoras em processamento de dados” e no Rio de Janeiro, com o tema “professoras e funcionárias públicas”.

Fonte: Cirlene Carvalho e Sônia Corrêa/ASCOM - SEMDF

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Comissão de Óbito Materno da AP 1.0

Nesta próxima quarta-feira será realizada a I Reunião da Comissão de Óbito Materno e Infantil da AP 1.0, do ano de 2012. Neste ano, as reuniões acontecerão às quartas-feiras, das 10h às 12h, na sala de reuniões da CAP 1.0. A finalidade é analisar os óbitos ocorridos na área, com foco na vigilâncias dos óbitos maternos e infantis evitáveis. Com isso, é possível perceber os nós e fragilidades na assistência deste binômio, para melhor qualidade das ações em saúde.

LOCAL: RUA EVARISTO DA VEIGA, 16 - 3o ANDAR
HORÁRIO: 10h ÀS 12h.
              DATA: 08/02/2012


Parada Pela Vida alerta para segurança no uso de motocicletas


Ministério das Cidades lançou campanha este mês com novas peças publicitárias
 
O Ministério das Cidades e o Departamento Nacional de Trânsito – Denatran tem novas peças publicitárias sendo veiculadas nos meios de comunicação de massa. A ação faz parte do PARADA – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, que conta com o apoio e a participação de entidades, empresas, governo e sociedade. A campanha lançada em janeiro visa estimular a atitude responsável de motociclistas e motoristas com o crescimento da frota de motos no país.
 
O mercado nacional cresceu 705% nas vendas de motocicletas em 16 anos. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Similares – ABRACICLO, enquanto em 1994 foram comercializadas 127.395 unidades, esse número, em 2011, chegou a 1,94 milhão.
 
O aumento no número de acidentes de trânsito acompanhou o aumento da frota. Segundo o Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde, entre 2002 e 2010 o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. Do total de vítimas fatais neste ano, 25% delas envolveram-se em ocorrências com motocicletas.
 
De 2002 a 2010, a quantidade de óbitos ocasionados por acidentes com motos quase triplicou no país, saltando de 3.744 para 10.134 mortes. Casos de invalidez permanente entre motociclistas se multiplicam, passando de 31 mil para 166 mil, entre 2005 e setembro de 2011. Segundo informações do Seguro DPVAT (seguro obrigatório pago pelos proprietários de automóveis), nos nove primeiros meses de 2011, mais de 70% dos acidentados eram motociclistas e em idade economicamente ativa (entre 18 e 44 anos).
 
Campanha – Com o mote “Moto. É preciso saber usar. É preciso respeitar.”, a campanha do Ministério das Cidades busca incentivar um comportamento pacífico e responsável dos motociclistas e motoristas no trânsito. A segurança destes condutores depende, principalmente, do respeito às leis de trânsito, do uso de equipamentos de segurança e de ações responsáveis para que todos tenham seu espaço no trânsito.
 
A campanha busca considerar características particulares de cada região do Brasil. É na cidade pequena que esse papel de protagonista se torna mais evidente. Mais de 80% da quantidade de motocicletas e motonetas registradas no Nordeste está fora das capitais. Em 12 municípios nordestinos, todos com menos de 30 mil moradores, elas já representam 90% ou mais da frota total de veículos, incluindo ônibus, caminhões e até tratores.
 
Conheça as peças e os vídeos da campanha.
 
http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1367:campanha-moto&catid=133&Itemid=160

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Índice de homicídios no Rio de Janeiro tem redução de mais de 35% em cinco anos


Estado passa do 2º mais violento para o 17º

A Secretaria de Segurança do Estado do Rio começa a colher frutos da política de segurança do Estado. De acordo com dados divulgados pela própria secretaria, o Estado caiu do 2º para o 17º lugar no índice nacional da violência. 

A redução foi registrada durante os últimos cinco anos. De acordo com o sociólogo Geraldo Tadeu, a desarticulação da principal facção criminosa do Rio ajudou a reduzir o número de vítimas da guerra pelos pontos de venda de drogas. Além disso, uma maior integração das forças de segurança também ajudou a combater a violência no Estado.

- O Rio de Janeiro melhorou muito, mas como as taxas do Rio eram muito altas em comparação com outras capitais brasileiras, ainda é preciso melhorar bastante para atingir os níveis dessas cidades.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SMSDC realizará Mostra de Vigilância em Saúde, durante Congresso da Rede Unida


Em sua primeira edição, a Mostra aceitará trabalhos e relatos de experiências bem sucedidas no âmbito da vigilância, prevenção e controle de doenças no município do Rio de Janeiro. Confira!
 

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) do Rio acaba de divulgar que promoverá a I Mostra de Experiências em Vigilância em Saúde da Cidade do Rio de Janeiro, durante o 10º Congresso Internacional da Rede Unida. A primeira edição da Mostra tem o objetivo de ampliar a visibilidade das ações em curso no município ao compartilhar trabalhos e experiências bem sucedidas no âmbito da vigilância, prevenção e controle de doenças na cidade do Rio de Janeiro. O Congresso Internacional da Rede Unida e a I Mostra de Vigilância acontecem de 06 a 09/05, na capital carioca.

De acordo com a comissão organizadora da Mostra, os interessados em participar e concorrer à premiação poderão submeter seus trabalhos e relatos de experiências a partir do dia 07/02. A Vigilância Ambiental em Saúde; a Dengue; a Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis; a Vigilância das doenças/agravos não transmissíveis e promoção da saúde; a Eliminação e Controle das Doenças Imunopreveníveis; a Análise de Dados e Sistemas de Informação em Saúde; DST’s, Aids e Hepatites Virais; bem como a Tuberculose, Hanseníase e outras Doenças Negligenciadas; a Investigação de surtos; e a Integração entre a vigilância em saúde e a atenção primária serão os temas prioritários da Mostra.

A submissão deve ser realizada no endereço www.redeunida.org.br a partir de 07/02.

Rede Cegonha já conta com a adesão de 17 estados e 800 municípios


Seis estados receberam R$ 213 milhões do SUS para custeio das primeiras etapas 


Em menos de um ano de funcionamento, a Rede Cegonha  conta com a adesão de 17 estados e 800 municípios, com previsão de atendimento a 600 mil gestantes no País. A estratégia, lançada em março de 2011 pelo Ministério da Saúde, fortalece um modelo de atendimento que vai da ampliação do planejamento familiar à confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal, parto, pós-parto, até os dois primeiros anos de vida da criança e tem duas metas principais: reduzir a mortalidade materna e ampliar os serviços oferecidos no SUS.
Bahia, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco foram os primeiros estados a receberem recursos de custeio para ações das primeiras etapas dos Planos de Ação das Redes Assistenciais para a implantação da Rede Cegonha no País. As Portarias foram publicadas no Diário Oficial da União e autorizam, a partir de dezembro de 2011, a transferência de recursos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos de Saúde do Estado e Municípios. Ao todo, foram R$ 213 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) para custear as Casas da Gestante, do Bebê e da Puérpera, Centros de Parto Normal e Maternidades e qualificação de leitos de Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Canguru e leitos obstétricos.
Os planos definem as etapas de execução do conjunto de ações do programa que busca garantir atendimento adequado e humanizado às gestantes. “Os planos definem os primeiros passos para a implantação da Rede Cegonha nesses estados e tiveram a participação ativa do governo federal, estados e municípios”, destaca a coordenadora da saúde da mulher do ministério, Esther Vilela.
Casas da Gestante - O Ministério da Saúde destinou R$ 4 milhões, em 2011, para 13 Casas da Gestante e do Bebê, que acolhem gestantes de risco. Os recursos destinam-se à construção de equipamentos previstos na Rede Cegonha. Até novembro de 2011, foram aprovadas 19 propostas de melhorias em maternidades, com investimento total de R$ 4,8 milhões. Os Centros de Parto Normal, que funcionam em conjunto com as maternidades para humanizar o nascimento, receberam R$ 3,2 milhões para implantação de oito centros em sete estados.
Aumenta número de brasileiras que fazem pré-natal 
Em 2009, foram realizadas 19,4 milhões de consultas pré-natal, um aumento de 125% em relação a 2003. Em 2010, o número de consultas deste tipo chegou a 20 milhões. Dados preliminares do Ministério da Saúde para 2011 revelam que foram realizados 15,3 milhões de exames, de janeiro e outubro. 
A proporção de mães que declararam ter realizado sete ou mais consultas durante a gestação cresceu em todas as regiões do País. Ao mesmo tempo, a proporção de mães brasileiras que não fizeram nenhuma consulta foi reduzida de 4,7% para 1,8%, de acordo com o estudo Saúde Brasil 2010. A ampliação ao acesso do pré-natal, o crescimento da atuação das equipes de Saúde da Família e a melhora da infraestrutura hospitalar foram fatores importantes para que houvesse queda na mortalidade materna no País.
CIDADES - 28/01/2012 - 09h05


Disque Saúde 136