sábado, 9 de junho de 2012

Mortalidade materna cai 21% entre 2010 e 2011


Mortes devido ao parto chegaram a 1038 contra 1.317 no mesmo período em 2010
Ministério da Saúde investiu R$ 2,5 bilhões para melhorar a assistência às mulheres e seus bebês / Yuganov Konstantin / ShutterstockMinistério da Saúde investiu R$ 2,5 bilhões para melhorar a assistência às mulheres e seus bebêsYuganov Konstantin / Shutterstock

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde indica que a mortalidade materna no Brasil caiu 21%. Entre janeiro e setembro de 2011, as mortes decorrentes por complicações na gravidez e no parto totalizaram 1.038, contra 1.317 no mesmo período de 2010.

“Essa marca histórica de 21% em 2011 não nos permite descansar. Queremos perseguir a Meta do Milênio de chegar a 25% de redução até 2015”, destacou o ministro da Saúde. A pasta associa a queda dos números ao primeiro ano do programa Rede Cegonha, lançado em março do ano passado. 

Ao todo, foram investidos R$ 2,5 bilhões para qualificar a assistência à mulher e ao bebê. A iniciativa, de acordo com o ministério, já atende a 36% das gestantes do SUS (Sistema Único de Saúde). Em 2011, 1,7 milhão de mulheres fizeram, no mínimo, sete consultas pré-natais.

“Houve uma importante intensificação da redução quando comparada aos anos anteriores. Nos último dez anos, sempre esteve variando entre 5 e 7%. É a primeira vez que a gente chega a reduzir [a mortalidade materna] fortemente, com mais de 20%. E, pelos dados preliminares, essa tendência continua ao longo do último trimestre de 2011”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De 1990 a 2010, o indicador de mortalidade materna no país passou de 141 para 68 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. Também durante o período, houve redução em todas as causas diretas de mortalidade materna: hipertensão arterial (66,1%), hemorragia (69,2%), infecções pós-parto (60,3%), aborto (81,9%), e doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, pelo parto ou pelo pós-parto (42,7%).

Desde 2008, o governo realiza uma espécie de gerenciamento das investigações de mortes de mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos). Os casos são analisados por equipes de vigilância dos estados e municípios, e as informações são repassadas ao ministério. O objetivo é avaliar as causas e as circunstâncias da morte e verificar se os casos foram provocados por complicações gestacionais.

Durante a divulgação do estudo, Padilha disse que um outro levantamento feito pela própria pasta no ano passado indica que, de cada quatro gestantes atendidas pelo SUS, uma se queixa de algum tipo de negligência ou maus-tratos identificados no momento do parto.

Um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) em parceria com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o Fundo de População das Nações Unidas e o Banco Mundial da Organização das Nações Unidas, divulgado este mês, aponta uma queda de 51% no número de mortes maternas no Brasil entre 1990 e 2010.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Treinamento para Notificação e Acompanhamento dos Casos de Violência da AP 1.0


O Treinamento para Notificação e Acompanhamento dos Casos de Violência da AP 1.0 aconteceu na manhã desta segunda-feira, 04/06,  no auditório Bárbara Starfield, que fica no 4º andar da sede da CAP 1.0. 

Com o objetivo de instrumentalizar os profissionais de saúde para notificar os casos, bem como trabalhar com a vítima de violência e sua família, dando a assistência necessária a cada caso, foram discutidos, dentre outros assuntos pertinentes ao tema, as notificações sobre violência da AP 1.0, levando em consideração os fluxos entre os Hospitais e a Atenção Primária. Também se ressaltou a importância do acompanhamento pelas unidades de saúde, dos casos de violência objeto de notificação, e o envio desta, à CAP 1.0 para receber o devido suporte por parte do Grupo Articulador Local (GAL), com assistência e acompanhamento  desses casos.


Dentre os diversos participantes deste treinamento, haviam representantes das seguintes Unidades de Saúde: CMS Ernani Agrícola, CMS Marcolino Candau, CMS José Messias do Carmo, CMS Zeferino Tibau Jr., CMS Fernando A. Braga Lopes, CMS Oswaldo Cruz,  CMS São Francisco de Assis, UIS Manoel Arthur Villaboim, PSF Lapa, ESF Paquetá,  C.F. Sérgio Vieira de Mello, CF Dona Zica, Casa de Portugal, ESF População de Rua, Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth,  HEMORIO, Hospital Federal dos Servidores do Estado, Hospital do Amparo, Hospital Municipal Souza Aguiar, Inst. Mun. Da Mulher Fernando Magalhães, Hospital Adventista Silvestre, Gerência do Programa da Criança, Gerência de Informação Epidemiológica,  

Caso ainda não tenha, acesse o Fluxo de Atendimento em Saúde para Mulheres e Adolescentes em Situação de Violência Sexual, Clicando Aqui.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mulheres tiram a roupa na Marcha das Vadias em protesto contra violência

Mais de mil mulheres foram às ruas no Rio de Janeiro e em São Paulo neste sábado para protestar contra a violência sexual e contra o preconceito de culpar a vítima pelo abuso sexual. A segunda edição da Marcha das Vadias também aconteceu em outras cidades: Brasília, Belo Horizonte, Vitória, São Carlos (SP) e Sorocaba (SP). A manifestação tem origem no “Slut Walk”, um protesto mundial que começou após um policial, no Canadá, dizer que, para evitar estupros, as mulheres deveriam deixar de se "vestir como vadias".


Em São Paulo, de acordo com estimativa da Polícia Militar, 700 pessoas participaram da manifestação. A concentração aconteceu na Praça do Ciclista, no canteiro central da Avenida Paulista, próximo à Rua da Consolação. A manifestação percorreu toda a Rua Augusta, até a Praça da República.
A passeata foi marcada pela irreverência de grande parte das participantes, que desfilaram usando roupas íntimas e até mesmo nuas da cintura para cima, com o corpo coberto por pinturas e palavras de ordem: “Livre!”, “Liberdade” etc. Outras usavam roupas consideradas provocantes.
O ato foi pacífico. Só no Rio, houve uma confusão entre os manifestantes e a Guarda Municipal, que logo foi resolvida. Segurando cartazes a favor do aborto e contra o machismo, cerca de mil manifestantes marcharam na orla de Copacabana, segundo estimativa dos organizadores. A PM estimou em 400.
De acordo com a historiadora Gabriela Alves, que auxiliou na organização em São Paulo, o movimento não teve uma liderança centralizada e os participantes foram mobilizados pelas redes sociais.
Mesmo em minoria, era possível ver alguns homens no protesto. Felipe Pessoa, pesquisador, disse que participou da marcha porque a sociedade ainda tem valores machistas que são repressores até para o homem. “O homem tem que ser o machão, o pegador, e o feminismo vem libertar o homem desse modelo. Tanto a mulher deve ser respeitada e ter liberdade quanto o homem, que pode ser delicado e ter sensibilidade”.
No Rio, as integrantes do movimento, usando pouca roupa e maquiagem chamativa, cantavam slogans como “eu só quero é ser feliz, andar tranqüilamente com a roupa que escolhi, e poder assegurar, de burca ou de short, todos vão me respeitar” ou ainda “a nossa luta é por respeito, mulher não é só bunda e peito”.
Uma das organizadoras da marcha no Rio, Jandira Queiroz, disse à Agência Brasil que o objetivo dos protestos é chamar a atenção nacional para “um fenômeno muito negativo na nossa sociedade, que é o tamanho da violência sexual no país”.
Com Agência Brasil 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Cai Mortalidade Materna no Brasil


Videoconferência Ministério da Saúde: Mortalidade Materna e Rede Cegonha em pauta


Mortalidade materna tem queda de 36% no Paraná  - Divulgação



No dia 25 de maio de 2012, sexta-feira, das 10:00 às 12:00 horas, foi realizada uma videoconferência do Ministro da Saúde , Alexandre Padilha, direcionada aos Secretários de Estado da Saúde e Secretários Municipais de Saúde das Capitais. A agenda foi: Redução da mortalidade materna nos Estados e Rede cegonha.


A Vídeoconferência foi transmitida da Sala de Reunião do Gabinete do Ministro da Saúde, Brasilia/DF, para as Salas de Videoconferência da Rede DATASUS localizadas em todas as capitais do País aos Secretários de Saúde do Estado e Capitais.


Foi possível acompanhar a transmissão ao vivo pela internet em qualquer computador com “Internet Explorer”. Bastava acessar  www.saude.gov.br/emtemporeal e clicar no link relacionado em “Transmissão Atual”, na data e hora marcada.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Abuso sexual é o segundo maior tipo de violência

A violência sexual em crianças de 0 a 9 anos é o segundo maior tipo de violência mais característico nessa faixa etária, ficando pouco atrás apenas para as notificações de negligência e abandono. A conclusão é de um levantamento inédito do Ministério da Saúde, que, em 2011, registrou 14.625 notificações de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra crianças menores de dez anos. A violência sexual contra crianças até os 9 anos representa 35% das notificações. Já a negligência e o abandono tem 36% dos registros. Os números são do sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) do Ministério da Saúde. O VIVA possibilita conhecer a frequência e a gravidade das agressões e identificar a violência doméstica, sexual e outras formas (física, sexual, psicológica e negligência/abandono). Esse tipo de notificação se tornou obrigatório a todos os estabelecimentos de saúde do Brasil, no ano passado.

Os dados preliminares mostram que a violência sexual também ocupa o segundo lugar na faixa etária de 10 a 14 anos, com 10,5% das notificações, ficando atrás apenas da violência física (13,3%). Na faixa de 15 a 19 anos, esse tipo de agressão ocupa o terceiro lugar, com 5,2%, atrás da violência física (28,3%) e da psicológica (7,6%). Os dados apontam também que 22% do total de registros (3.253) envolveram menores de 1 ano e 77% foram na faixa etária de 1 a 9 anos. O percentual é maior em crianças do sexo masculino (17%) do que no sexo feminino (11%).

A maior parte das agressões ocorreram na residência da criança (64,5%). Em relação ao meio utilizado para agressão, a força corporal/espancamento foi o meio mais apontado (22,2%), atingindo mais meninos (23%) do que meninas (21,6%). Em 45,6% dos casos o provável autor da violência era do sexo masculino. Grande parte dos agressores são pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.

“Todos os dias milhares de crianças e adolescentes sofrem algum tipo de abuso. A denúncia é um importante meio de dar visibilidade e, ao mesmo tempo, oportunizar a criação de mecanismos de prevenção e proteção. Além disso, os serviços de escuta, como o disque-denúncia, delegacias, serviços de saúde e de assistência social, escolas, conselhos tutelares e a própria comunidade, devem estar preparados para acolher e atender a criança e o adolescente”, afirma a diretora de análise de situação em saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta. “Este assunto deve ser debatido incansavelmente nas escolas, comunidades, família, serviços de saúde, entre outros setores da sociedade”, ressalta.

Monitoramento – Os dados do VIVA, que foi implantado em 2006, são coletados por meio da Ficha de Notificação/Investigação individual de violência doméstica, sexual e/ou outras violências e é registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Qualquer caso, suspeito ou confirmado, deve ser notificado pelos profissionais de saúde. “É importante lembrar que o ato de notificar é um exercício de cidadania que garante direitos de crianças e adolescentes e possibilita o planejamento e avaliação de políticas públicas de atendimento e enfrentamento das violências”, lembra Deborah Malta.

Em janeiro de 2011, o Ministério da Saúde universalizou a notificação de violências doméstica, sexual e outras agressões para todos os serviços de saúde, incluindo todas elas na relação de doenças e agravos, que são registradas no SINAN. Também se fortaleceu a ampliação da Rede de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde. Esses núcleos têm financiamento do Ministério da Saúde e são responsáveis, por meio das secretarias de saúde, por implementar ações de vigilância e prevenção de violências, identificar e estruturar serviços de atendimento e proteção às crianças e adolescentes em situação de risco. Só neste ano, o Ministério da Saúde já investiu R$ 25 milhões para as secretarias estaduais e municipais de Saúde para o desenvolvimento de ações de vigilância e prevenção de violências.

Fonte: Blog da Saúde