terça-feira, 6 de março de 2012

Violência contra a mulher é pauta para o dia 8 de março


Ocorre no dia 8 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, um evento direcionado a profissionais de saúde e gestores da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro. Trata-se da mesa redonda “Violência Doméstica e Sexual contra a Mulher”, realizada pela Gerência do Programa de Saúde da Mulher.

“A violência atinge parcela significativa de mulheres atendidas na nossa rede de serviços e vários são os desafios apresentados aos profissionais de saúde, aos gestores, ao movimento social e demais setores”, conta a gerente do programa Márcia Maria Zattar.

O evento, segundo a Gerência, visa ampliar a visibilidade sobre a violência contra as mulheres, além de sensibilizar profissionais de saúde para promoção, prevenção, acolhimento e acompanhamento das mulheres nestas situações. A mesa redonda acontece a partir das 13h no auditório 53 da UERJ – Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã.

No Rio, menina de 4 anos é estuprada e pai é considerado suspeito


O crime aconteceu na casa da família, na favela Barreira do Vasco, em São Cristóvão, na Zona Norte.
Rio de Janeiro - Uma mulher acusa o marido de ter violentado a filha do casal, de apenas quatro anos, na noite desta quarta-feira. Segundo a mulher, ela dormia e acordou por volta das 21h, quando flagrou a criança sendo molestada pelo homem. Eles começaram a brigar, e ele fugiu. O crime aconteceu na casa da família, na favela Barreira do Vasco, em São Cristóvão, na Zona Norte.

A mãe levou a criança e o irmão, um menino de três anos, para a maternidade Fernando Magalhães, também em São Cristóvão. Lá, um médico atestou que a menina havia sofrido abuso sexual e chamou a Polícia Militar. Também foi constatado que as duas crianças sofriam violência física. Seus corpos estavam marcados com arranhões e cortes, além de estarem queimadas feitas por cigarros.
O caso foi encaminhado para a 17ª DP (São Cristóvão). Na delegacia foi revelado que o homem, que não teve a identidade revelada, pois segundo a Polícia Civil ele é apenas suspeito, está em liberdade condicional. Ele tem 37 anos e já respondeu duas vezes por tráfico de drogas e estava preso por porte ilegal de arma. A polícia fez buscas por ele, mas não o encontrou.
A mulher contou que a menina já havia reclamado de maus tratos. A professora da menina também relatou mudança no seu comportamento. Porém, a mãe culpou sua filha de 17 anos pelos ferimentos nas crianças e a expulsou de casa.
A Polícia Civil encaminhou as duas crianças para o Instituto Médico-Legal para realizarem exame de corpo de delito por lesão corporal, no caso do menino, e também por ato libidinoso, para a garota. Eles serão tratados conforme manda a Lei Maria da Penha. O Conselho Tutelar também será acionado.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mortalidade materna pode ser o menor dos últimos 10 anos

Foram registradas 705 mortes maternas, ante 870 em 2010
 

No primeiro semestre do ano passado, foram registradas 705 mortes maternas, ante 870 no mesmo período de 2010, uma redução de 19%, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O cálculo de todo o ano de 2011 ainda está em fase de conclusão.
O governo federal prevê para 2011 a maior queda da mortalidade materna dos últimos dez anos. Considera-se morte materna aquela que ocorre devido a complicações durante a gestação ou até 42 dias após o fim da gravidez e quando provocada por problemas de saúde como hipertensão ou desprendimento prematuro da placenta, ou por doenças preexistentes que se agravam na gestação, a exemplo das cardíacas, do câncer e do lúpus. Estão fora do cálculo as mortes de grávidas por causa externas, como acidentes de carro.
De 1990 a 2010, a taxa de mortalidade materna no Brasil caiu de 141 para 68 mulheres para 100 mil nascidos vivos. A queda ocorreu com mais intensidade até o início dos anos 2000. Desde então, o ritmo tem sido mais lento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a redução é resultado da ampliação do acesso ao pré-natal. Atualmente, 98% dos partos são feitos em hospitais e 89% por médicos. A prioridade agora é  melhorar a qualidade do atendimento para manter a tendência de queda.
“Estamos na fase da qualidade do pré-natal e de melhoria da assistência ao parto, fundamentais para que se impacte ainda mais na redução da mortalidade materna”, disse Padilha.
Apesar de ter acompanhamento médico, a jovem Edilane Gonçalves, de 19 anos, reclama do atendimento que vem recebendo.
"Na realidade, não gosto muito da forma com que os médicos dão as explicações. Eu não gosto porque eles não explicam direito grande parte das dúvidas que eu tenho. Sem falar que, muitas vezes, os médicos tratam a gente com ignorância. Outro dia eu desmaiei, por estar em jejum para fazer um exame de sangue, e nenhuma enfermeira ou médico veio me socorrer. O vigilante do posto é que veio me ajudar”, disse a jovem, que faz o pré-natal em um posto de saúde próximo a Ceilândia, cidade do Distrito Federal.
A Meta do Milênio das Nações Unidas estabelece taxa de 35 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos até 2015. Para alcançá-la, o Brasil precisa reduzir a taxa atual pela metade. Para o ministro Padilha, o desafio é viável. Na avaliação de especialistas de saúde, entretanto, é improvável que o país consiga cumprir o compromisso.
A hipertensão arterial é a primeira entre as cinco principais causas de mortes na gravidez, correspondendo a 13,8 casos para cada grupo de 100 mil nascidos vivos – apesar de ter sido registrada queda de 66% em dez anos. Em seguida, aparecem hemorragia, infecções pós-parto, aborto e doenças no aparelho circulatório.
O Nordeste e o Sudeste concentram o maior número de mortes maternas. Das 1.617 mortes notificadas em 2010, 1.106 ocorreram nas duas regiões. No Norte, foram 193, no Sul, 184, e no Centro-Oeste, 131.
A partir de abril, o governo iniciará o pagamento de R$ 50 para ajudar as gestantes no deslocamento até as maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O valor será pago por meio de um cartão magnético da Caixa Econômica Federal.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ministro diz que violência no RJ compromete ações de saúde pública e combate à dengue


Segundo Temporão, ninguém quer ir trabalhar em regiões onde a violência assusta a população. 
Outro fenômeno influenciado pela violência e destacado por Temporão é o aumento da obesidade infantojuvenil. Para ele, a violência crônica nos centros urbanos expulsou as crianças das ruas, deixando-as em casa.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou  que a série de ataques violentos no Rio de Janeiro dificulta ações de saúde pública, inclusive no combate à dengue. A cidade integra um grupo de municípios onde há risco de epidemia da doença.
“Um estudo que fizemos sobre a presença do mosquito mostra que, nessas cidades, há uma situação de alerta e o trabalho deve ser redobrado, com visita de agentes, informação, mobilização, limpeza”, disse. “Como levar saúde pública, médicos, enfermeiros, medidas de prevenção a comunidades violentas”, indagou.
Segundo Temporão, o Ministério da Saúde encontra problemas para levar médicos não apenas à Amazônia, mas também a cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. “Nenhum médico quer trabalhar lá por causa da violência”, afirmou.
Nesta época, de acordo com o ministro, o aumento das temperaturas e a chegada das chuvas fazem com que o ciclo de vida para a formação do mosquito, que geralmente demora 30 dias, caia para 12 dias.
Outro fenômeno influenciado pela violência e destacado por Temporão é o aumento da obesidade infantojuvenil. Segundo ele, a violência crônica nos centros urbanos expulsou as crianças das ruas, deixando-as confinadas em casa.
“É um problema estrutural na sociedade brasileira. O trabalho das UPPs [unidades de Pronto-Atendimento] no Rio é fantástico, mas vai precisar de continuidade e de determinação. Tenho certeza que o governador Sérgio Cabral tem essa determinação, porque o caminho não tem volta. O que está acontecendo no Rio hoje é uma reação da bandidagem que tem que ser respondida à altura”, concluiu.
Reportagem de 2011 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Oficinas debatem Saúde de Mulher Trabalhadora





Olgamir Amancia, secretária de Estado da Mulher do GDF (ao microfone); Vera Gorron, da executiva nacional da CGTB; e Jorge Venancio, coordenador da Comissão Intersetorial da Saúde do Trabalhador (CIST)

Na última quarta-feira (02), na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), a Secretária de Estado da Mulher do GDF, Olgamir Amancia participou da primeira das três oficinas previstas a serem realizadas no Brasil, cujo foco é a saúde da mulher trabalhadora.

Realizadas pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), coordenada por Vera Gorron em parceria com Ministério da Saúde, na pessoa de Jorge Venacio, as oficinas tem por objetivo 
 de colher dados efetivos da realidade em que vivem, com a finalidade de projetar políticas públicas para as mulheres com os dados concisos extraídos durante as oficinas.




A primeira oficina realizada no DF abordou a realidade das trabalhadoras rurais e agricultores familiares. Contou com a participação de mulheres de várias cidades como São Sebastião, Sobradinho, Planaltina, Brazlândia, Taguatinga, Gama, Ceilândia e Padre Bernardo.

Em sua fala, Olgamir Amancia afirmou ser conhecedora das dificuldades enfrentadas pelas moradoras rurais, da distancia do equipamento de saúde até a moradia, mas garante ser um dos desafios do governo do DF promover meios para sanar esse problema que aflige milhares de moradores rurais.

Olgamir Amancia adiantou uma das ações conquistada em parceria entre a Secretaria de Estado da Mulher e a Secretaria de Saúde, que será lançada dia 08 de março (Dia Internacional da Mulher), um equipamento móvel visando detectar futuros problemas na mama e a prevenção de colo de útero.

As próximas oficinas serão em São Paulo, abordando o tema “trabalhadoras em processamento de dados” e no Rio de Janeiro, com o tema “professoras e funcionárias públicas”.

Fonte: Cirlene Carvalho e Sônia Corrêa/ASCOM - SEMDF

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Comissão de Óbito Materno da AP 1.0

Nesta próxima quarta-feira será realizada a I Reunião da Comissão de Óbito Materno e Infantil da AP 1.0, do ano de 2012. Neste ano, as reuniões acontecerão às quartas-feiras, das 10h às 12h, na sala de reuniões da CAP 1.0. A finalidade é analisar os óbitos ocorridos na área, com foco na vigilâncias dos óbitos maternos e infantis evitáveis. Com isso, é possível perceber os nós e fragilidades na assistência deste binômio, para melhor qualidade das ações em saúde.

LOCAL: RUA EVARISTO DA VEIGA, 16 - 3o ANDAR
HORÁRIO: 10h ÀS 12h.
              DATA: 08/02/2012


Parada Pela Vida alerta para segurança no uso de motocicletas


Ministério das Cidades lançou campanha este mês com novas peças publicitárias
 
O Ministério das Cidades e o Departamento Nacional de Trânsito – Denatran tem novas peças publicitárias sendo veiculadas nos meios de comunicação de massa. A ação faz parte do PARADA – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, que conta com o apoio e a participação de entidades, empresas, governo e sociedade. A campanha lançada em janeiro visa estimular a atitude responsável de motociclistas e motoristas com o crescimento da frota de motos no país.
 
O mercado nacional cresceu 705% nas vendas de motocicletas em 16 anos. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Similares – ABRACICLO, enquanto em 1994 foram comercializadas 127.395 unidades, esse número, em 2011, chegou a 1,94 milhão.
 
O aumento no número de acidentes de trânsito acompanhou o aumento da frota. Segundo o Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde, entre 2002 e 2010 o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. Do total de vítimas fatais neste ano, 25% delas envolveram-se em ocorrências com motocicletas.
 
De 2002 a 2010, a quantidade de óbitos ocasionados por acidentes com motos quase triplicou no país, saltando de 3.744 para 10.134 mortes. Casos de invalidez permanente entre motociclistas se multiplicam, passando de 31 mil para 166 mil, entre 2005 e setembro de 2011. Segundo informações do Seguro DPVAT (seguro obrigatório pago pelos proprietários de automóveis), nos nove primeiros meses de 2011, mais de 70% dos acidentados eram motociclistas e em idade economicamente ativa (entre 18 e 44 anos).
 
Campanha – Com o mote “Moto. É preciso saber usar. É preciso respeitar.”, a campanha do Ministério das Cidades busca incentivar um comportamento pacífico e responsável dos motociclistas e motoristas no trânsito. A segurança destes condutores depende, principalmente, do respeito às leis de trânsito, do uso de equipamentos de segurança e de ações responsáveis para que todos tenham seu espaço no trânsito.
 
A campanha busca considerar características particulares de cada região do Brasil. É na cidade pequena que esse papel de protagonista se torna mais evidente. Mais de 80% da quantidade de motocicletas e motonetas registradas no Nordeste está fora das capitais. Em 12 municípios nordestinos, todos com menos de 30 mil moradores, elas já representam 90% ou mais da frota total de veículos, incluindo ônibus, caminhões e até tratores.
 
Conheça as peças e os vídeos da campanha.
 
http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1367:campanha-moto&catid=133&Itemid=160