domingo, 22 de abril de 2012

Pobreza e Fome: Alerta na Redução do Óbito Materno e Infantil


Os altos preços dos alimentos arruínam as chances de cumprir metas ambiciosas, como reduzir pela metade a pobreza extrema e a fome em todo o mundo até 2015, alertou um relatório publicado nesta sexta-feira pelo Bird (Banco Mundial) e o FMI (Fundo Monetário Internacional).

os aumentos recentes nos preços internacionais dos alimentos paralisaram várias Metas de Desenvolvimento do Milênio, programa internacional estabelecido no ano 2000 pelas Nações Unidas, destacou o informe.

O mundo em desenvolvimento está "seriamente atrasado" com relação às metas relacionadas com a comida e a nutrição, e as taxas de mortalidade materna e infantil ainda são inaceitavelmente altas, alertou o documento, intitulado Relatório de Monitoramento Global.

Como resultado, o relatório destacou que 1,02 bilhão de pessoas provavelmente ainda estarão vivendo em pobreza extrema em 2015.

"Preços dos alimentos altos e voláteis não permitem prever o cumprimento de muitas metas do milênio, uma vez que corroem a capacidade de compra do consumidor e impedem que milhões de pessoas escapem da pobreza e da fome, além de ter impactos adversos de longo prazo sobre a saúde e a educação", afirmou Justin Lin, economista-chefe do Banco Mundial.

No ano 2000, as Nações Unidas estabeleceram um prazo de 15 anos para alcançar as metas de reduzir à metade da pobreza extrema, melhorar a saúde e a educação, bem como fomentar a capacitação das mulheres no mundo em desenvolvimento.

O relatório destacou que o mundo está muito longe do caminho que permitirá reduzir taxas de mortalidade materna e de crianças até os cinco anos de idade e que não conseguiria cumprir estas metas até 2015.

O avanço mais lento tem sido na redução da mortalidade materna, onde apenas um terço da meta foi alcançado.

A redução da mortalidade infantil e de crianças nos primeiros anos de vida teve avanços de apenas 50% no cumprimento da meta.

A boa notícia é que as metas relacionadas com a redução da pobreza extrema e o acesso à água potável foram alcançadas com muitos anos de antecedência, e os objetivos relativos à educação e à proporção de meninas e meninos frequentando as escolas estão a caminho de serem cumpridas.

Mas no que diz respeito à nutrição, o documento pediu aos países para criar medidas que os tornem mais resistentes às altas nos preços dos alimentos.

Os países deveriam usar políticas para encorajar fazendeiros a aumentar a produção e fazer uso de redes de segurança social para fortalecer as políticas nutricionais para impulsionar o desenvolvimento infantil.

Além disso, as políticas comerciais deveriam incentivar o acesso aos mercados de alimentos, reduzir a volatilidade dos preços da comida e estimular ganhos de produtividade.

No entanto, a redução do ritmo da economia global e a crise financeira na Europa têm tornado difícil para os países em desenvolvimento reagir à carestia dos alimentos.

"A frágil economia global pode muito bem reduzir o avanço dos países em desenvolvimento rumo a metas de desenvolvimento humano", disse Hugh Bredenkamp, vice-diretor do Departamento de Estratégia, Políticas e Revisão do FMI.

Embora os preços dos alimentos tenham caído em relação às altas de 2011, o custo das commodities continuou alto e volátil, "uma grande preocupação" no Oriente Médio e no norte da África, região que é a maior importadora mundial de trigo, destacou o relatório.

O documento destacou que as altas nos preços dos alimentos desde 2007 contribuíram para os levantes da Primavera Árabe.

Enquanto isso, os fluxos de ajuda parecem ter diminuído, à medida que grandes países doadores tiveram que fazer um controle maior em seus orçamentos em face da redução do ritmo global. Com base em planos de doação reportados entre 2011 e 2013, o desenvolvimento da ajuda estrangeira deve cair 0,2% ao ano, em média.

"Claramente, a assistência precisa ser alavancada em novas formas se quisermos melhorar a segurança alimentar e a nutrição, particularmente entre os pobres e vulneráveis", disse Jos Verbeek, economista chefe do Banco Mundial.

8 de março - Dia Internacional da Mulher


Postagem atrasada, pela demora no envio das fotos, mas ainda vale a pena mostrar e ressaltar a presença da DVS por Mercedes Neto, e da DAPS por Roberta Landim, da CAP 1.0, no evento que ocorreu na UERJ no dia 8 de março de 2012, Dia Internacional da Mulher. A SMSDC - RJ participou por meio da Gerência de Informação Epidemiológica - Marina Carvalho. O tema foi "Violência contra Mulher", e a discussão direcionou para ações que município, estado e o governo federal têm trabalhado para esta questão.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

II Roda de Conversa com a Atenção Primária da AP 1.0


III Reunião da Comissão de Óbito Materno e Infantil da AP 1.0


Nesta próxima quarta-feira será realizada a III Reunião da Comissão de Óbito Materno e Infantil da AP 1.0, do ano de 2012. Neste ano, as reuniões acontecerão às quartas-feiras, das 10h às 12h, na sala de reuniões da CAP 1.0. A finalidade é analisar os óbitos ocorridos na área, com foco na vigilâncias dos óbitos maternos e infantis evitáveis. Com isso, é possível perceber os nós e fragilidades na assistência deste binômio, para melhor qualidade das ações em saúde.

LOCAL: RUA EVARISTO DA VEIGA, 16 - 3o ANDAR
HORÁRIO: 10h ÀS 12h.
              DATA: 11/04/2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Em fórum de saúde, destaque é a importância da vacinação contra HPV



Os participantes do Fórum Saúde da Mulher no Século 21, realizado nesta terça-feira (27), alertaram para a necessidade de maior conscientização da população feminina acerca do aumento dos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no país. Também foram apresentados dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicando que o Brasil terá 52,6 mil novos casos de câncer de mama e 17,5 mil novos casos de câncer de colo do útero neste ano.
O evento, no auditório do Interlegis, teve a participação da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que foi homenageada com o prêmio Ação Responsável – Destaque em Saúde 2012.
Em discurso de abertura, Vanessa Grazziotin afirmou que a saúde da mulher é um assunto não do gênero feminino, mas da sociedade brasileira como um todo.
– O Brasil tem uma das mais avançadas legislações de saúde do mundo. O desafio é transformar a lei em prática – disse a senadora, que é autora de um projeto que garante vacinação gratuita contra o papilomavírus humano (HPV) a mulheres na faixa etária de 9 a 40 anos (PLS 238/2011).
A ministra Ideli Salvatti ressaltou que a transmissão do HPV é muito fácil e a única maneira de se prevenir a doença é por meio da vacinação, de preferência antes que as mulheres iniciem a vidasexual. Quando era senadora, ela apresentou projeto, atualmente em tramitação na Câmara, que inclui a vacina contra o HPV no Programa Nacional de Imunizações (PLS 51/2007).
– A vacina ainda tem custo bastante elevado, mas ainda é muito mais caro tratar todas as doenças decorrentes desse vírus. Porque não é só o câncer de colo de útero, mas inúmeras outras doenças, uma série de outras decorrências da infecção – destacou Ideli.
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Saúde da mulher piorou em duas décadas, diz pesquisa


Por Clarissa Thomé

Rio de Janeiro - A dura rotina das mulheres, que se desdobram entre o trabalho e os cuidados com a casa, tem impacto na saúde. Um levantamento feito por uma empresa especializada em check-ups de executivos mostra que os indicadores de saúde das diretoras de empresas pioraram nas últimas duas décadas. Elas hoje sofrem mais de hipertensão, gastrite, depressão, diabetes do que no início da década de 1990.
O estudo é focado em exames feitos por altas funcionárias de grandes empresas, mas dados do Data-SUS (banco de dados do Sistema Único de Saúde) mostram que os resultados valem para toda a população. "Há cinquenta anos, de cada dez mortes por infarto, nove vítimas eram homens e uma era mulher. Atualmente essa proporção está em seis homens e quatro mulheres", afirma Carlos Alberto Machado, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Para Machado, as mulheres sofrem o "peso da dupla jornada". "Elas passaram a ser submetidas às mesmas situações de estresse dos homens. Só que vão para o trabalho e não se desligam da casa". O diretor-médico da Med-Rio Check-up, Gilberto Ururahy, analisou 60 mil prontuários de pacientes - 48 mil homens e 12 mil mulheres - realizados desde 1990. Alguns hábitos melhoraram. A alimentação desequilibrada, para ambos os sexos, caiu de 80% para 53%.
Homens e mulheres fazem mais exercícios. A vida sedentária - que chegava a 70% das mulheres e 65% dos homens - hoje atinge 50% dos pacientes. A obesidade caiu de 12% para 8% de todos os pacientes. Por outro lado, aumentou o consumo de bebida alcoólica entre as mulheres - de 25% das pacientes para 50%. Elas até reduziram o fumo - de 45% para 35%. Mas ainda fumam mais do que os homens (15%). Também cresceu a proporção de mulheres com hipertensão arterial (12% para 20%), gastrite (2% para 18%) e fadiga (10% para 15%).
"Nesses últimos 20 anos, a mulher se firmou cada vez mais no mercado, mas isso teve um efeito. O nível elevado de estresse faz com que produza cortisol permanentemente, o que atinge a mucosa gástrica. Ela não dorme bem, acorda cansada, e para se manter ativa consome doses excessivas de cafeína. Mais adiante vem a insônia", descreve Ururahy.
Ana Carolina Siniscalchi, de 44 anos, diretora comercial de uma companhia de navegação, vinha num ritmo pesado de trabalho, abatida pelas diferenças de fuso horário impostas por viagens, quando fez o primeiro check-up, há 4 anos. "Eu sofria com a pressão baixa, tive aumento de peso, não imaginava que fossem sintomas de doença. Descobri nos exames que eu tinha hipertireoidismo, com uma manifestação atípica, que parecia hipotireoidismo. Como estava muito inicial, já tratei e normalizou", conta Ana Carolina. Orientada pelos médicos, voltou a fazer atividades físicos. "A retomada dos exercícios me deixaram mais equilibrada. Não sinto mais o cansaço de antes".

terça-feira, 20 de março de 2012

Médicos Sem Fronteiras (MSF) lança o relatório sobre a Mortalidade Materna


Entidade chama atenção para a importância de ações médicas voltadas para evitar a morte de mães em contextos de crises humanitárias 08 de março de 2012 – No Dia da Mulher, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) lança o... 


Entidade chama atenção para a importância de ações médicas voltadas para evitar a morte de mães em contextos de crises humanitárias 

 08 de março de 2012 – No Dia da Mulher, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) lança o relatório Maternal Death: The Avoidable Crisis (Mortalidade materna: uma crise que pode ser evitada) , no qual destaca o fato de que muitas mulheres continuam morrendo durante o parto, algo que poderia ser evitado. O documento mostra como a oferta de cuidados obstétricos emergenciais para mulheres grávidas em contextos de crises humanitárias – crônicas ou emergenciais – pode salvar a vida de muitas mulheres. Após anos expandindo seus projetos para atender as necessidades de mulheres grávidas, MSF quer, agora, chamar a atenção global para a carência de cuidados obstétricos de emergência em situações de crises humanitárias. O documento examina a situação de grávidas em 12 países nos quais MSF atua, incluindo Paquistão, Somália, Sudão do Sul e Haiti, e enfatiza a necessidade de assistência médica emergencial, sobretudo quando ocorrem complicações no parto. “Nós sabemos que 15% de todas as gestações do mundo acabam passando por complicações graves, que põe em risco a vida da mãe”, disse Carolina Batista, diretora da unidade médica de MSF Brasil. “As mulheres precisam ter acesso a cuidados obstétricos de qualidade, estejam elas no Rio de Janeiro, em Porto-Príncipe ou Mogadíscio, pois a realidade é mesma tanto em um hospital moderno de uma cidade internacional quanto em uma zona de conflito, campo de refugiados ou tenda de plástico, instalada após um terremoto devastador.” Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente mil mulheres morrem durante o trabalho de parto ou por alguma complicação relacionada à gravidez todos os dias. No entanto, com a ajuda de assistentes de parto e com acesso a medicamentos e equipamentos adequados, as vidas de muitas mulheres – e seus bebês – podem ser salvas. A hora do parto é o momento mais crítico para salvar a vida de mulheres e crianças, uma vez que a maioria das mortes ocorre pouco antes, durante ou logo após o parto, na maioria das vezes devido a complicações que não podem ser previstas. MSF, como organização médica de emergência, busca sempre obter impacto significativo e imediato na mortalidade materna em contextos de crises humanitárias. MSF investiu no desenvolvimento de capacidade técnica e logística para oferecer assistência obstétrica essencial gratuita. “É uma tragédia o fato de ainda estarmos vendo tantas mulheres morrendo durante o parto, quando sabemos que a oferta de cuidados de qualidade nesse momento pode evitar isso”, concluiu Carolina. “Precisamos lembrar sempre que a morte de uma mãe em trabalho de parto é uma morte evitável.” Assista aos vídeos que mostram como é possível salvar a vida de mulheres – e de seus bebês e ajude Médicos Sem Fronteiras a espalhar essa mensagem para o maior número de pessoas. Saiba como! MSF oferece assistência obstétrica em aproximadamente 30 países. Em 2010, equipes da organização auxiliaram os partos de mais de 150 mil bebês.