domingo, 18 de dezembro de 2011

Mulheres exigem melhor acolhimento pelo SUS

As mulheres negras são as que mais sofrem. A taxa de morte é três vezes maior entre elas.O aborto clandestino provoca 25% dos casos de esterilidade, 602 internações diárias por infecção e 9% dos óbitos maternos. Do site Aborto em...



As mulheres negras são as que mais sofrem. A taxa de morte é três vezes maior entre elas.O aborto clandestino provoca 25% dos casos de esterilidade, 602 internações diárias por infecção e 9% dos óbitos maternos.



Texto de Cida Oliveira
Em cortejo, a Batucada Feminista dos Tambores de Safo, de Fortaleza (CE), atrai a atenção de todos por onde passa na 14ª Conferência Nacional de Saúde. O objetivo é esse mesmo: despertar para a mulher, ou melhor, para a saúde da mulher, que não vai tão bem assim.
“As históricas condições de desigualdades são determinantes no adoecimento e morte, o que exige atenção especial do SUS sobre esta população”, afirma a cientista política Kauara Rodrigues, assessora técnica da Cfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), do Distrito Federal, e da Articulação Brasileira de Mulheres.
Segundo ela, as mulheres são as que mais utilizam o serviço público de saúde, seja como usuária ou para ajudar a cuidar da saúde de filhos e parentes. Mas nem por isso são bem tratadas. Há falhas de informação sobre o funcionamento dos serviços, racismo, lesbofobia, desrespeito, humilhações e maus-tratos na hora do parto e, principalmente, em situação de abortamento. “Queremos maior acesso ao SUS, sem filas, acolhimento com dignidade e cidadania.”
Kauara diz que são muitas as prioridades para o setor. Tanto que a redução das taxas de mortalidade materna é o único dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da Organização das Nações Unidas, que o Brasil não conseguirá atingir até 2015. O aborto inseguro é uma das principais causas de morte. Na média, em todo o país, ocupa a quarta colocação, mas em alguns estados, como Bahia, é a principal.
As mulheres negras são as que mais sofrem. A taxa de morte é três vezes maior entre elas. O aborto clandestino provoca 25% dos casos de esterilidade, 602 internações diárias por infecção e 9% dos óbitos maternos.
“Para mudar isso precisamos melhorar a cobertura e descriminalizar a mulher, que é vítima desse problema de saúde pública”, ressalta. Segundo ela, preocupa o fato de que, embora haja projetos de lei tramitando nesse sentido, os que querem endurecer ainda mais a legislação são em maior número, aumentando a ameaça de retrocesso.
Segundo a Articulação de Mulheres, entre as necessidades urgentes estão a implementação, pelo Ministério da Saúde, de norma técnica relativa à prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes, com ampliação do acesso a medicamentos contra aids e outros virus transmitidos sexualmente. Além disso, medidas para conter a tendência de expansão das doenças sexualmente transmissíveis – DST/Aids entre as mulheres; melhoria do diagnóstico e tratamento do câncer de colo uterino e de mama; qualificação da atenção ao planejamento reprodutivo; melhoria das condições de funcionamento das maternidades, garantindo partos humanizados e a redução de partos cirúrgicos; bem como dos serviços de atenção à saúde mental, entre outras.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

I Colóquio de Mortalidade Materno e Infantil da AP 1.0




Aconteceu hoje no Auditório I da CAP 1.0 o I Colóquio de Mortalidade Materna e Infantil da AP 1.0 com a Dra. Luciane Tavares (Comissão de Mortalidade Materna da SES - RJ) e a Dra. Márcia Bessa (Comissão de Mortalidade Materna e Infantil da AP 1.0). Dentre as atividades do curso, aconteceu também um debate acerca do tema e a apresentação do blog da análise da situação da Saúde da AP 1.0. 




domingo, 27 de novembro de 2011

Muitas mulheres continuam a fumar durante e depois da gravidez!



Muitas mulheres continuam a fumar durante e depois da gravidez!


Aproximadamente metade das grávidas deixam de fumar no inicio da gravidez (pouco antes ou pouco depois de ficarem grávidas), isto segundo os resultados obtidos num estudo realizado a mulheres grávidas. O estudo estabelece que em concreto cerca de 40% das mulheres fumam apesar de saberem que estão grávidas, embora nestes números existam notáveis diferenças segundo o nível socioeducativo, como a idade média (que está nos 29 anos) e o há quanto tempo já fumam, que ronda os 12 anos.
Segundo o informe, aquelas mulheres que não deixam de fumar durante a gravidez frequentemente reduzem o consumo de cigarros ou, por vezes, mudam para uma marca “ light” pensando que estão a prejudicar menos o bebé. Avançando nos resultados “muitas mulheres” que deixaram de fumar durante a gravidez voltam a fumar poucos meses depois do parto. O que mostra que “não avaliam suficientemente as consequências do tabaco sobre a sua própria saúde e que desconhecem ou desvalorizam a influência do fumo do tabaco ambiental sobre a saúde das crianças.
O motivo mais importante para deixar de fumar é temporal, a própria gravidez, e o segundo é o fato de evitarem problemas nos filhos. No entanto, o mesmo estudo conclui que este segundo motivo não parece estar muito interiorizado para todos, já que mais de 40 por cento dos parceiros continuam a fumar junta das mulheres quando estas se encontram grávida.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Debate e música no OcupaRio: Uso de drogas, saúde mental e a rua

Atividade será realizada na próxima quinta-feira às 19h na Cinelândia, Rio de Janeiro

Na última quinta-feira às 19h, o coletivo da Linha Micropolítica do Cuidado e o Trabalho em Saúde e o grupo Harmonia Enlouquece promoveram um debate seguido de atividade artística. O tema do debate é “Uso de drogas, Saúde Mental e a Rua” e será animado por  Emerson Merhy (professor da UFRJ) e o coletivo da Linha. Antes, durante e/ou após (atravessando) o debate, tiveram algumas pessoas do grupo Harmonia Enlouquece (formado por usuários e profissionais da saúde mental do CPRJ) animando musicalmente o encontro.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Padrão de Peso dos Recém-Nascidos





Acaba de ser criado o primeiro padrão brasileiro de peso para recém-nascidos de acordo com a idade gestacional. Os dados foram definidos a partir de uma pesquisa que analisou cerca de 8 milhões de informações referentes à partos de nascidos vivos em todo o país. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense.

domingo, 20 de novembro de 2011

Violência no Brasil

Violência no Brasil segue um rumo inexplicávelUm estudo divulgado no início do ano de 2011 pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça aponta que Alagoas lidera o ranking dos Estados brasileiros mais violentos, com uma taxa de 60,3 homicídios para cada 100 mil habitantes.
A pesquisa Mapa da Violência aponta o Espírito Santo em segundo lugar na lista dos mais violentos, com 56,4 homicídios por 100 mil habitantes, seguido por Pernambuco, com uma taxa de 50,7 por 100 mil.
Ainda segundo o estudo, o Piauí é o Estado com menor número de homicídios, com 12,4 casos para cada 100 mil habitantes. A pesquisa foi elaborada com dados de 2008.


Os números representam um salto de Alagoas no ranking da violência: em 1998, o Estado nordestino era o 11º colocado.
A queda mais significativa ficou com São Paulo, que passou do quinto para o 25º lugar em dez anos, com uma taxa de 14,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Já o Rio de Janeiro, que era terceiro na lista em 1998, caiu para sétimo em 2008, com 34 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no país


O grande número de cesarianas é puxado pelo setor privado, em que 80% dos partos são cirúrgicos. Da Folha.com No ano passado, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais no Brasil. As cesáreas chegaram a...
O grande número de cesarianas é puxado pelo setor privado, em que 80% dos partos são cirúrgicos.
No ano passado, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais no Brasil. As cesáreas chegaram a 52% do total. Em 2009, os dois modos se igualavam. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), o recomendado é uma taxa em torno de 15%.
O grande número de cesarianas é puxado pelo setor privado, em que 80% dos partos são cirúrgicos desde 2004, informa reportagem de Antônio Gois e Denise Menchen, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Como é marcada com antecedência, a cesariana pode ocorrer antes do tempo adequado e levar o bebê a apresentar problemas associados à prematuridade.